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Artigos - Terapia ortomolecular


A linguagem do corpo - Complemento 2: AS VITAMINAS!

por Sergio Benedetti

No artigo anterior (A linguagem do corpo - Complemento 1: CUIDE DO QUE VOCÊ COME!), apresentamos algumas informações sobre a vitamina C e consideramos oportuno dissertar agora sobre as outras Vitaminas.

Elas estão classificadas em dois grandes grupos, como vitaminas naturais.

O primeiro grupo é o das Lipossolúveis, encontradas na Natureza dissolvidas em gordura. São elas as vitaminas A, D, E, K. Porém, o conceito moderno relacionado a essas vitaminas mudou bastante, porque as pesquisas científicas conseguiram "criá-las" e sintetizá-las artificialmente, tornando-as hidrossolúveis (solúveis em água). Essa mudança obviamente veio permitir a melhor absorção e possibilitar a combinação com outras soluções aquosas, além de viabilizar a administração sob forma injetável.

O segundo grupo é o das vitaminas naturalmente hidrossolúveis, ou seja, encontradas na natureza dissolvidas em água. São elas as vitaminas do complexo B e a própria vitamina C, já discutida anteriormente.

A vitamina A foi denominada por Mc Collum que, em 1913, isolou-a da manteiga e da gema do ovo; ele a estudou como um fator de crescimento. É encontrada na natureza no leite e seus derivados, nas gorduras de origem animal, nos ovos, mas principalmente no óleo de fígado de certos peixes, tais como cação, atum, bacalhau e outros.

Nos vegetais, ela é encontrada sob a forma de caroteno, que é uma provitamina A: ao ser metabolizado no organismo, o betacaroteno transforma-se em vitamina A. Por isso, ela é preferida quando há carência desta vitamina, por ser atóxica. Pode ser encontrada no milho, cenoura, linhaça, coco, azeitona e seus respectivos azeites.

A vitamina A pode ser indicada pelos médicos para prevenir algumas moléstias dos olhos e da visão; ela é indispensável na manutenção da integridade dos epitélios da pele e mucosas, glândulas sebáceas, pelos e unhas. Ela contribui para a renovação da pele e das mucosas dos aparelhos respiratório, digestivo, urinário e genital; foi comprovado também que em 50% dos tuberculosos há uma deficiência de vitamina A.

Ela possui um largo espectro de ação sobre o organismo, porém, não abordaremos todas as suas propriedades, pois ela sozinha seria objeto de um tratado! De qualquer forma, o que devemos saber é que ela é importante para a manutenção e prevenção da saúde do corpo e, como indicado, o Betacaroteno é mais aconselhável, por não apresentar toxicidade.

Enquanto a vitamina A é encontrada em muitos alimentos, a vitamina D, ao contrário, existe na forma natural em pequenas quantidades no óleo de fígado de bacalhau e de outros peixes, na gema do ovo e em alguns cereais como centeio e trigo; porém, ela existe sob a forma química especial na gordura natural da pela humana.

Quando a pele fica exposta à irradiação solar, essa forma química, essa substância, transforma-se em vitamina D; também em pequena quantidade, mas suficiente para manter as necessidades do corpo.

Há uma frase histórica, pronunciada pelo Prof. Dr. Jacoby, da Universidade de Columbia (USA) a seus alunos: "No tratamento do raquitismo, se não for possível administrar óleo de fígado de bacalhau a seus pacientes, levem-nos ao jardim e exponham-nos aos raios solares; eles ficarão curados..." Isso foi dito antes da descoberta das vitaminas.

Numerosos estudos chegaram à conclusão de que há várias provitaminas D - a que é encontrada nos cereais é diferente da encontrada no óleo de fígado de bacalhau e da pele humana.

Existe uma vitamina D de origem vegetal denominada "ergosterol" que, quando submetida à irradiação solar, transforma-se em Calciferol ou Ergocalciferol, que é conhecida como Vitamina D-2.

A provitamina D de origem animal existente no óleo de fígado de peixe e pele humana, quando submetida à irradiação solar, transforma-se em Colecalciferol, também conhecido como vitamina D-3.

Do ponto de vista prático, as diferenças entre elas não têm muita importância, pois elas colaboram para o anti-raquitismo e, muito importante, para a fixação do Cálcio, ela está intimamente relacionada ao metabolismo do Cálcio e do Fósforo.

A vitamina E, por sua vez, pode ser encontrada em quantidades razoáveis nas folhas verdes, nos grãos de trigo em germinação e em algumas gorduras "frescas"; quando estas se oxidam, criando "ranço", a vitamina E é totalmente destruída. Nos vegetais, ela é extremamente resistente.

A substância básica da vitamina E foi chamada por Evans de Tocoferol (Tókos = gravidez; pherós = manter; ol = álcool). Após sua descoberta, outros "tocoferóis" foram isolados: Alfa - Beta - Gama e Delta - tocoferóis.

Embora os estudos científicos tenham demonstrado que nos animais a vitamina E é importante e sua carência pode causar insuficiência reprodutora, distrofia muscular, lesões renais, encefalopatias e despigmentação dos dentes e, no ser humano, não foi demonstrado haver essa carência, estudos modernos contestam essa teoria. Parece que a vitamina E tem certa importância na absorção da vitamina A; ela evita a oxidação e, com isso, permite melhor absorção.

Já a história da vitamina K começou em 1935 em Copenhague - Dinamarca, quando o Prof. Dam observou que, mantendo as galinhas restritas a cereais e fermentos, sem folhas verdes, as aves apresentavam uma síndrome de hemorragia, que desaparecia quando vegetais frescos eram administrados. Ele pôde constatar que a hemorragia era causada pela lentidão da coagulação do sangue e não por fatores vasculares.

Ele chamou esse elemento desconhecido de "Koagulation Faktor", que depois virou "Fator K" e, em seguida, passou a ser chamada de vitamina K.

Essa vitamina é encontrada na natureza em muitos elementos em solução nas gorduras de tecidos vegetal e animal. Entre as mais ricas fontes de vitamina K destaca-se em primeiro lugar a alfafa, vindo em seguida as carnes de peixes.

Sem a vitamina K não há Protombina, indispensável para a coagulação do sangue. Ela é uma proteína especial, produzida por microorganismos da flora intestinal e é raro pessoas sofrerem de hemorragia por hipoproteinemia.

A vitamina B, na verdade, não é uma única vitamina. Na verdade, damos esse nome a um grande número de vitaminas de substâncias diferentes, quer sob o ponto de vista de sua estrutura química, quer sob o ponto de vista de suas atividades biológicas. Ela foi um dos primeiros fatores essenciais da nutrição a serem descobertos: seu princípio hidrossolúvel foi isolado por Funk em 1911 - ele notou que podia curar uma doença chamada "beribéri" - foi o princípio do conceito de "moléstias carenciais".

Mas o termo "vitamina hidrossolúvel B" foi sugerido por Mc Collum em 1916 para identificar a substância necessária ao crescimento dos ratos e o tratamento e prevenção do beribéri; e logo após os primeiros estudos ficou evidente que a vitamina B era um conjunto de substâncias diferentes e não uma única vitamina.

As mais conhecidas dessa complexo são: a Tiamina = B1; a Riboflavina = B2; a Pirodoxina = B6; a Nicotidamina = Fator PP; o Ácido Pantotênico; a Colina; a Biotina; o Inositol; o Ácido Paraminobenzóico ou PABA; o Ácido Pteroilglutâmico ou Ácido Fólico e a Cianocobalamina ou B12.

Outras substâncias foram inicialmente incluídas no complexo B, tais como as vitaminas B3, B4 e B5, porém caíram em descrédito por um longo período. Recentemente, receberam novamente as atenções dos pesquisadores e sua utilização ocorre em casos específicos.

As vitaminas do complexo B estão contidas na maior parte dos cereais, principalmente. Se você quiser preparar um cocktail com toda a gama do complexo B, anote a receita: uma colher (sopa) de germe de trigo, uma colher (sopa) de aveia em flocos ou em pó, uma colher (de sobremesa) de levedura de cerveja. Acrescente mel ou melado de cana, uma fruta e suco de limão, abacaxi ou laranja e você terá um alimento riquíssimo não só em vitamina B, mas também em vitamina C. Isso suprirá suas necessidades diárias dessas vitaminas.

Como pudemos observar, as pesquisas com as vitaminas continuam a despertar a curiosidade de cientistas. O fruto dessas pesquisas pode representar um papel importante no auxílio da erradicação dos muitos males da humanidade, principalmente nos dias de hoje, em que a pressa, o excesso de pressão e de tensão, o acúmulo de tarefas nos faz, muitas vezes, negligenciar os cuidados com a alimentação e os hábitos para uma vida saudável.

Reaja a essa negligência, cuide de Você!

Professor Sérgio Benedetti é formado em Terapia Floral pela Alma Flora Instituto de Pesquisas e em Ortomolecular pelas Faculdades Anhembi Morumbi. Especialista em Reiki e Terapia da Linha do Tempo, é o autor do curso de Cibernética Mental.


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